Líder de uma época em que a mobilização de pessoas exigia panfletos, carro de som e microfone, Lula declara-se impressionado com os protestos que nascem no ambiente virtual das redes sociais e levam multidões às ruas do país há 13 dias. Acha que o governo de Dilma Rousseff e o PT precisam entender urgentemente o que se passa. Sob pena de sofrer prejuízos eleitorais.
A reação de Dilma e do petismo às últimas novidades foi esboçada em reunião com Lula. O primeiro passo foi mandar o prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, a revogar o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus. Algo que foi arrancado a fórceps. De resto, sob influência do marqueteiro João Santana, Lula e Dilma concluíram que a estratégia precisa incluir pelo menos três providências:
Afora as providências que dependem do governo, há tarefas para o partido. Lula deseja que a militância do PT se achegue aos protestos de rua e a grupos como o agora notório Movimento Passe Livre. Ele fez essa mesma recomendação à turma da CUT. O diabo é que uma das marcas dos protestos da era do Facebook é a hostilidade da rapaziada a qualquer porta-bandeira partidário. Partidários do PSTU, do PCO e do PSOL foram constrangidos a enrolar as suas.

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