A Câmara concluiu nesta terça a votação do projeto que limita o acesso de novos partidos às verbas do fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na tevê. O projeto segue para o Senado. Ali, os opositores da proposta formaram uma espécie de frente suprapartidária. Deseja-se, em essência, adiar a vigência das novas normas para depois da eleição de 2014.
Na Câmara, o projeto do torniquete partidário foi empurrado pela mão invisível do Planalto. No Senado, a reação é comandada pelos potenciais rivais de Dilma Rousseff: a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), representado nas negociações pelo líder da legenda no Senado, Rodrigo Rollemberg.
Aproveitando uma visita de Marina ao Senado, o grupo se reuniu na sala de Pedro Simon (PMDB-RS). Além de Simon, que cedeu o gabinete, o encontro atraiu outros simpatizantes da causa. Gente como Pedro Taques (PDT-MT), por exemplo. Lá esteve também o deputado Roberto Freire, que tenta pôr em pé o MD, Movimento Democrático.
O pano de fundo da encrenca é o segundo turno da disputa presidencial de 2014. Interessados em liquidar a fatura no primeiro round, Lula, Dilma, o PT e o PMDB tentam asfixiar qualquer iniciativa que favoreça os rivais, sobretudo Marina Silva e Eduardo Campos. Empenhados em esticar a disputa, oposicionistas e dissidentes pegam em lanças.
“Estamos buscando unir todos aqueles contrários ao casuísmo”, disse Marina. Aécio Neves ecoou: “Vamos reagir para que a população brasileira não seja cerceada de opções do nível de Marina Silva e Eduardo Campos e outras opções que possam surgir legitimamente. Não aceitamos o casuísmo do governo federal, o rolo compressor do governo.”

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