O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, renovou no STF o pedido de prisão
do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO). Condenado a 13 anos de
cadeia em 2010 por desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de
Rondônia, ele continua solto. Pior: em pleno exercício do mandato,
ainda se encontra pendurado na folha da Câmara. Quer dizer: você está
pagando os salários e as benesses de um condenado.
Em dezembro de
2012, o Supremo indeferiu embargos formulados pela defesa de Donadon
contra a condenação. Os advogados do sentenciado recorreram de novo.
Para Gurgel, trata-se de embromação. Na petição entregue ao STF, o
procurador-geral anota o seguinte:
“O Ministério Público Federal,
considerando a informação de que o acusado opôs novos embargos de
declaração [recursos destinados a clarear pontos supostamente obscuros
da sentença] pede que seja reconhecido o intuito meramente protelatório
do recurso e decretado o trânsito em julgado da condenação, para que
tenha início o cumprimento da pena imposta por essa corte.”

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