Eike Batista pode ser "grande demais para quebrar". A estatal brasileira Petrobras está considerando lançar uma tábua de salvação para o atribulado magnata na forma de contratos com o Grupo EBX. Eike tenta reviver seu império, que no ano passado perdeu cerca de US$ 27 bilhões em valor de mercado.
Uma intervenção do governo brasileiro, mesmo que indiretamente, mostra como o Grupo EBX se tornou influente.
Esta semana a presidente-executiva da Petrobras, Maria das Graças Foster, se apressou em negar as suspeitas de um resgate. A executiva disse que as negociações com a EBX são parte de um negócio e não de uma ajuda.
Ainda assim, o movimento marcaria uma mudança estratégica para a Petrobras. A estatal tem preferido manter a maior parte de suas operações internamente. Isso explica, em parte, porque a Petrobras é líder em investimentos no setor, com cerca de US$ 50 bilhões anuais. Terceirizar para empresas rivais, como a de Eike, poderia ajudar a reduzir os custos.
Mas até o momento, contudo, a Petrobras tem relutado em trabalhar com as empresas do Grupo EBX.
A OGX, empresa de petróleo de Eike, fundada em 2007, começou trazendo grandes executivos de empresas rivais. A presidente Dilma Rousseff -- e na prática a chefe de Graça Foster -- pode estar menos preocupada com a animosidade e mais em apoiar EBX.
De um lado, alguns dos problemas de Eike poderiam terminar afetando a infraestrutura do país. O Brasil tem lutado para acompanhar o ritmo da demanda por energia elétrica. O sucesso da MPX, braço de energia da EBX, pode ser vital para banir o fantasma do racionamento.
Eike conseguiu encontrar algumas soluções no mercado. No mês passado, ele vendeu uma fatia da MPX para a empresa alemã E.ON e assegurou uma linha de crédito de US$ 1 bilhão para a EBX com o BTG Pactual.
É quase certo que existem mais negociações em curso. Mas o envolvimento da Petrobras sugere que forças maiores estão em jogo.

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